quinta-feira, 31 de março de 2011

NOTÍCIAS - Março

Defeito em gene leva menino chinês de 1 m de altura a 62 kg

30 de março de 2011 13h13



Lu Zhihao tem 4 anos e um apetite voraz. Sua obesidade precoce o fez ganhar fama nas páginas dos jornais chineses. Com apenas 1 m de altura, Zhihao já pesa 62 kg. Especialistas explicam que o caso do menino chinês é de obesidade monogênica, ou seja, ligada a somente um gene - e que ele poderia receber tratamento com injeção do hormônio leptina. As informações são do site do jornal espanhol El País .

Para o médico José María Ordovás, diretor do Laboratório de Nutrição e Genômica na Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, que falou ao jornal, a culpa da obesidade pode ser encontrada em um de seus genes.

"Este tipo de obesidade, tão precoce, de forma tão mórbida e com comportamento de apetite incontrolável é característico de um defeito congênito do metabolismo de origem monogênica. Em casos de obesidade típica de crianças e adultos, estão possivelmente implicados vários genes e o ambiente também. Já no caso de Lu, o defeito se deve a um só gene, e de tal potência que o leva a ter um apetite voraz e incontrolável, pois perdeu-se geneticamente o controle do mesmo", disse Ordovás ao El País.

Conhecido desde 1997
Segundo Ordovás, este defeito genético foi descrito pela primeira vez em 1997 em dois primos de origem paquistanesa. Foi achada uma mutação do gene que codifica o hormônio leptina, que influencia no apetite.

Ou seja, são indivíduos que carecem de uma das peças genéticas fundamentais para o controle do apetite, de modo que mesmo uma dieta saudável não sanaria o problema.

Ordovás afirmou ao jornal que, em vez disso, uma terapia à base de injeções de leptina (cujos níveis serão praticamente indetectáveis no sangue do menino) "devolve o controle e então se pode começar uma dieta apropriada. Os resultados são espetaculares".

O especialista espanhol explica que se calcula que 3% dos casos de obesidade mórbida em crianças se deve a este problema genético. "Não entendemos completamente a genética da obesidade e estas cifras variam continuamente devido aos avanços da pesquisa nesta área".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5036923-EI8147,00-Defeito+em+gene+leva+menino+chines+de+m+de+altura+a+kg.html

Comentário: O organismo humano é realmente um quebra cabeça, pois se houver qualquer tipo de alteração este não funciona como deveria. Como pode ser notado neste caso, um único gene traz transtornos para a criança em questão. Creio que, a melhor iniciativa a ser tomada é realizar o tratamento à base de injeções de leptina, para que o menino possa levar uma vida comum e saudável.

Sem macho, cobra se reproduz sozinha em zoo de Campinas

26 de março de 2011

Rose Mary de Souza - Direto de Campinas

Uma serpente fêmea isolada em cativeiro, sem contato com um macho, é mãe de dois filhotes. A espécie caiçaca ou jararacão (Bothrops moojeni) vive na Casa dos Animais Interessantes, do Aquário Municipal de Campinas, e que fica no Zoológico do Bosque dos Jequitibás.

O fato do réptil procriar sem o acasalamento é raro e a hipótese provável é que ocorreu uma partenogênese, ou seja, uma reprodução assexuada - algo muito incomum em um vertebrado -, segundo a bióloga do aquário, Denise Polydoro.

Os dois filhotes são sobreviventes de uma ninhada de 23 ovos dos quais 20 não se desenvolveram (atrésicos). Dos três ovos restantes, vingaram apenas os dois filhos já que do terceiro ovo o filhote estava morto.

A serpente está em Campinas desde 2006, proveniente do Zoológico de Sorocaba, também interior de São Paulo. Desde então ela não teve contato com nenhum outro exemplar de sua espécie.

Em janeiro de 2010 a serpente também chegou a pôr ovos, porém nenhum dos filhotes sobreviveu.

DNA
"Vamos fazer O exame de DNA para confirmar a partenogênese", afirmou a bióloga Denise. De acordo com ela o teste será conduzido pelos pesquisadores do Instituto Butantan, de São Paulo que irão à cidade para a coleta de material. Na ocorrência do ano passado, não houve tempo de se fazer a coleta para o DNA, já que os filhotes não sobreviveram.

Denise explica que a reprodução assexuada de fêmeas mantidas em cativeiro isoladas de machos já foi registrada em pelo menos em duas espécies brasileiras: Bothrops moojeni e Bothrops insularis.

Filhotes separados
Após o nascimento os dois filhotes foram separados da mãe por precaução a fim de evitar algum acidente como serem predados, explicou a bióloga. Eles foram colocados, separados entre si, em uma caixa de vidro dentro de uma sala com aquecimento controlado.

A serpente pesa quase 2 kg e está com 1 m e 40 cm de comprimento. Ela é muito agressiva e o seu bote, que pode ser tanto no sentido horizontal como na vertical, pode alcançar a distância de um terço do seu comprimento.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5030323-EI8145,00-Sem+macho+cobra+se+reproduz+sozinha+em+zoo+de+Campinas.html

Comentário: Esse acontecimento sem dúvida nenhuma é muito intrigante. Já que, é raro ocorrer uma reprodução assexuada em animais como as serpentes – por serem vertebradas. Aquela velha frase de que “toda regra tem uma exceção” serve bem para resumir o modo como a cobra se reproduziu.

Estudo alerta para risco de extinção dos corais no Brasil
17 de março de 2011 • 19h10

A combinação entre pesca insustentável, poluição e mudanças climáticas pode levar à extinção 75% dos corais do planeta. O alerta é de um novo estudo, que aponta o Brasil entre as regiões ameaçadas, principalmente entre o litoral de Alagoas e Pernambuco e a região de abrolhos, na Bahia.

"Abrolhos tem alguns dos maiores e mais ricos recifes de corais do Atlântico Sul, mas nos últimos 20 anos, o litoral da região tem experimentado aumento do turismo, a urbanização e a agricultura em grande escala, levando a descarga de resíduos sem tratamento e contaminação de recifes da região", diz o relatório Reefs at Risk Revisited, elaborado por instituições ambientalistas internacionais e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional, Guilherme Dutra, disse que os recifes nacionais mais suscetíveis são os que ficam próximos da costa ou de grandes centros urbanos. No caso brasileiro, uma das principais ameaças aos ecossistemas marinhos está em terra firme: o desmatamento. "Com a derrubada de árvores nas encostas dos rios, os sedimentos chegam ao mar, escurecem e mudam as condições da água e os corais acabam danificados", explicou.

A pesca predatória também compromete o futuro dos recifes da costa brasileira, segundo Dutra. Em algumas áreas, espécies de peixes que funcionam como reguladoras do ecossistema são retiradas e há uma reação negativa em toda a cadeia. "O budião azul, por exemplo, é um bicho que em um recife não ameaçado representa 30% da biomassa normal, está sumindo do Nordeste. Ele funciona com um controlador, come as algas e impede que elas cresçam e dificultem o desenvolvimento dos corais".

De acordo com o relatório, 25% dos corais do planeta estão localizados em algum tipo de área de preservação, mas a proteção efetiva só chega a menos de 6% do total. No Brasil, segundo Dutra, apenas 1,4% da zona econômica exclusiva (espaço marítimo sob jurisdição do País) está em unidades de conservação. "Temos que mudar a escala da conservação marinha. É mais do que consenso de que áreas protegidas não são suficientes", disse o biólogo.

O estudo sugere medidas urgentes para frear a destruição dos corais, como maior controle sobre a pesca, redução do despejo de sedimentos no mar, ações de mitigação de mudanças climáticas e planejamento do desenvolvimento das regiões costeiras. Também lista ações individuais para evitar danos aos recifes durante atividades turísticas.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4999375-EI8147,00-Estudo+alerta+para+risco+de+extincao+dos+corais+no+Brasil.html

Comentário: O planeta está sendo atacado de todas as formas. Por terra e por mar, as pessoas continuam destruindo a natureza, o que é muito ruim para a humanidade. Os corais são muito importantes, porque realizam a fotossíntese, regulam, portanto, o equilíbrio de gás carbônico e liberam o oxigênio que é tão importante para nós. Na hora de degradar o meio ambiente, porém, não pensamos nisso.

Aquecimento está "mudando" cor das corujas na Finlândia
10 de março de 2011 17h47

Cientistas da Universidade de Helsinki fizeram uma pesquisa sobre as corujas que vivem na Finlândia e notaram que muitas delas estão "mudando de cor". Segundo os pesquisadores, invernos mais quentes registrados nos últimos anos são a principal causa dessa evolução, que está dimuindo a população de corujas-do-mato cinza e aumentando as marrons.

As corujas cinza são mais resistentes ao inverno porque elas se camuflavam entre a vegetação cinzenta que permanecia na região durante esta época, fugindo dos predadores. Agora, como os invernos estão mais brandos, as corujas marrons estão ganhando mais espaço no ambiente europeu.

A equipe de pesquisadores de Helsinki, que estudou durante 30 anos a população das corujas naquela região, afirma que a plumagem cinza da maioria delas era uma característica genética e hereditária que fazia das corujas-do-mato cinzas mais resistentes e saudáveis.

Porém, para o coordenador da pesquisa, Patrik Karell, a mudança da coloração desses pássaros é a primeira grande mostra que as mudanças climáticas estão afetando o reino animal, alterando inclusive o código genético das corujas.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4983294-EI8145,00-Aquecimento+esta+mudando+cor+das+corujas+na+Finlandia.html

Comentário: Uma coisa leva a outra... No planeta Terra vivemos em uma cadeia que, quando mudada resulta em situações às vezes não tão boas. Pelas informações da notícia não se fala em nenhum dano grave aos animais, mas essas pequenas mudanças genéticas, em alguns casos, podem danificar uma cadeia alimentar, por exemplo.

China quer reduzir em 17% as emissões de carbono até 2015
05 de março de 2011 08h55 atualizado às 09h19

A China, maior emissor de gás carbônico do planeta, quer reduzir em 17% o volume das emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) até 2015, anunciou o primeiro-ministro Wen Jiabao. O consumo de energia por unidade do PIB deverá, por sua parte, diminuir 16% durante o 12º plano quinquenal (2011-2015), acrescentou o chefe Governo para os 3.000 delegados da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Parlamento chinês.

"Em 2011, o consumo de energia por unidade do PIB deverá diminuir 3,5% e as emissões de CO2 cair aproximadamente 3,5% na comparação com o ano passado", destacou a Comissão Nacional para o Desenvolvimento e a Reforma, a agência de planejamento chinesa, em seu relatório anual aos deputados.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4974720-EI238,00-China+quer+reduzir+em+as+emissoes+de+carbono+ate.html

Comentário: Escolhi a dedo esta notícia exatamente pelo desprezo que tenho em relação a estes anúncios do governo chinês. Recordo que ano passado li e reli inúmeros comunicados quase iguais a este, e em prática, porém, vemos que a China continua poluindo dia a dia. Para mim, o país quer passar a imagem de que se importa com as questões ambientais, o que não é real.

Nenhum comentário:

Postar um comentário