Para qualquer criança aprender a ler é uma conquista fantástica. Nem todas, porém, conseguem adquirir este conhecimento. No Brasil isto está muito explícito, pois existem índices elevadíssimos de analfabetismo. Esta situação é muito ruim, porque, logo que a criança se torna jovem ou adulta, começa a enfrentar inúmeras dificuldades, como a falta de emprego, o preconceito, e a exclusão social.
O ingresso no mercado de trabalho tem sido cada vez mais complicado e competitivo. Os contratantes exigem, cada vez mais, que o candidato à vaga de emprego tenha níveis de estudo avançados. E, em meio a isso, como fica uma pessoa analfabeta? A resposta é simples e ao mesmo tempo infeliz: ela não consegue um emprego digno, que possa lhe dar benefícios e segurança. Acaba executando um trabalho sem registro, o famoso emprego sem carteira assinada.
A imagem que a sociedade tem a respeito de pessoas analfabetas é terrível e preconceituosa. Muitos alfabetizados acham que não saber ler significa que o cidadão em questão é burro, criminoso ou favelado. O caráter destas pessoas é julgado por elas serem diferentes, e o pior de tudo é que a maioria destas daria tudo para poder ler um jornal, revista ou livro.
Existem, também, situações extremas que os analfabetos passam. Na hora de pegar um ônibus diferente, precisam estar com alguém que saiba ler, ou pedir ajuda. No supermercado, quando aparece um produto novo não há como saber do que se trata. É uma realidade triste, pois muitas destas pessoas devem se sentir recuadas, envergonhadas e acabam deixando de freqüentar alguns ambientes. Ocorre um isolamento pessoal, se a sociedade não tratar de fazê-lo primeiro.
Iniciativas como aulas para adultos ajudam a combater este mal. Com elas, pessoas com idade avançada têm, talvez, a sua última oportunidade de descobrir as letras e perceber como o mundo fica mais belo, quando tudo se torna compreensível. E, até mesmo, poderão passar pela experiência de ter um livro nas mãos e poder lê-lo.