Existe coisa mais original, ou mais sem graça do que um banco? Ele está sempre ali, pronto para ser usado, por ele muitas pessoas passam, mas ele continua sempre no mesmo local totalmente imóvel. Às vezes, o banco acaba constituindo o cenário de algum ambiente, seja ele interno ou externo. Ele tem extrema importância na vida de todos, pois, quando alguém está cansado, o banco está lá possibilitando que este descanse.Isso tudo pode parecer uma mera besteira, mas na realidade não é. No colégio Instituto Santa Luzia existem muitos bancos, alguns ficam embaixo de árvores, nos pátios, ao redor das mesas, perto da cantina, etc. E, cada um tem seus detalhes, sua coloração e seus defeitos – por serem antigos -, ou seja, o que não falta nesse colégio são bancos. Contudo, em meio a tantos bancos, existe um que se destaca: o banco azul.
O banco azul se localiza numa pequena área, perto do campo de futebol, que é quase exclusiva das irmãs que residem na instituição, porque nesse pequeno espaço que fica entre prédios, existem muitas flores e uma estátua de São Vicente de Paulo. Mas, o fato é que o pobre banco nunca deve ser usado, e na manhã do dia vinte e dois de junho ele estava solitário como sempre. Feito de madeira, nem fina, nem grossa, sua cor era como um céu limpo, sem nuvens, como o céu de um dia ensolarado. A
Sua pintura não era das melhores, mas é importante observar que ele deve ser muito antigo, e por baixo da pintura azul que o cobria, muitas outras cores devem ter passado.
Sua base era feita de concreto, a qual já estava bem suja e com manchas pretas, provavelmente devido às chuvas e ao tempo. O banco não era muito grande, nem muito pequeno, tinha uma medida exata, e nele devem caber umas três ou quatro pessoas, dependendo do seu tamanho. No assento existiam dois parafusos que,
serviam para interligar a madeira ao concreto. Ele ficava numa parte do jardim em que há piso, que por sua vez era áspero e tinha desenhos retangulares que formam quadrados e acabam se cruzando. Em volta ao banco, existiam alguns vasos pretos com pequenas folhagens.
E, parece que os únicos visitantes do solitário banco azul, são as pombas, pois no encosto do banco havia fezes deste animal, que ao passar por ali deve ter “soltado” sua “titica” branca. Talvez, algum dia o esquecido banco tenha uma companhia melhor do que pombas, e uma aluna que só esteve ali para fotografá-lo e ficar falando sobre suas características tão peculiares...