sexta-feira, 30 de setembro de 2011

NOTÍCIAS - SETEMBRO 2011


Pássaro considerado extinto há 150 anos reaparece na Nova Zelândia
29 de setembro de 2011  15h07  atualizado às 15h18

Todos os dias dezenas de espécies entram para as listas que trazem os animais ameaçados de extinção. Apesar dos esforços de biólogos e cientistas, é muito mais comum entrar no grupo do que o contrário. Cintudo, nesta semana, ambientalistas, biólogos e cientistas da Nova Zelândia confirmaram o "ressurgimento" de uma espécie de pássaro considerada extinta há mais de 150 anos.
As pistas da sobrevivência do New Zealand Storm Petrels, ou apenas Storm Petrels, surgiram em 2003, quando um grupo de pesquisadores avistou um exemplar isolado em meio a um grande grupo de outros pássaros.
Foi cogitada a existência de uma espécie semelhante, afinal, os cientistas consideraram pouco provável que os pássaros passassem tanto tempo em reprodução contínua sem serem percebidos. Mas, foi exatamente o que aconteceu e a confirmação veio através do DNA comparado entre exemplares empalhados em museus e um Storm Petrel vivo.
Desde então, ambientalistas trabalham para que a descoberta resulte no financiamento de medidas para a proteção da espécie, porém, o Departamento de Conservação diz que o Storm Petrel vai ficar alocado em uma categoria que recebe uma verba relativamente baixa, em virtude do desconhecimento do tamanho da população das aves.


Comentário: Sem dúvida este é um caso raro, visto que é quase irreal isso que aconteceu. A partir dessa questão podemos concluir que nosso filhos, netos e bisnetos não conhecerão inúmeras espécies que fazem parte da fauna atual, lastimável.  


Bocejar pode ser mecanismo para resfriar cérebro, diz estudo
23 de setembro de 2011  07h21  atualizado às 09h39


Bocejar pode ser um mecanismo de resfriamento do cérebro, sugere um estudo realizado na universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A pesquisa reforça a tese de que a temperatura dos cérebros é regulada com a troca de calor com o meio ambiente por meio dos bocejos.
Os pesquisadores documentaram a frequência dos bocejos em 160 voluntários no estado americano do Arizona durante um verão e um inverno. Eles concluíram que as pessoas tendem a bocejar duas vezes mais no inverno, quando a temperatura externa é muito menor do que a dos seus corpos. Isto porque o ar mais quente do verão, quando a temperatura é parecida com a dos corpos, não proporcionaria tanto alívio para cérebros superaquecidos.
Andrew Gallup, que liderou a pesquisa, diz que a temperatura cerebral é influenciada pela quantidade de processamentos que o cérebro tem que fazer, a temperatura do sangue e a velocidade com que este sangue corre pelo órgão. Ele diz que cérebros superaquecidos também causam a sensação de tontura, o que explicaria porque bocejamos quando estamos com sono.
"Quando sua temperatura é mais alta você tende a se sentir mais cansado. Pouco antes de dormir, a temperatura do seu corpo é a mais alta do dia", diz ele. Ele diz que o estudo "é o primeiro que mostra que bocejos variam de acordo com a estação do ano".
"As implicações são intrigantes, não só em termos de conhecimento básico de fisiologia, mas para entendermos melhor doenças como esclerose múltipla e epilepsia, que são geralmente acompanhadas por bocejos frequentes e disfunção termorregulatória." Um estudo anterior em ratos, publicado no ano passado e que teve a participação de Gallup, indicou que os bocejos são deflagrados pelo aumento rápido na temperatura do cérebro, que diminui após a atividade.


Comentário: Finalmente temos uma explicação para o bocejo. É uma ação que sempre realizamos e não sabemos porquê, claro que não muda muito a nossa vida, mas temos que encarar o estudo como uma contribuição para a ciência, que é a base de muitas descobertas benéficas.

Grupo leva pontes para macacos à área urbana de Porto Alegre
17 de setembro de 2011  18h43

Voluntários em Porto Alegre (RS) irão instalar no domingo pontes para a travessia de animais silvestres na zona sul da cidade. Integrantes do Programa Macacos Urbanos - um grupo formado por biólogos, veterinários e outros defensores da natureza - irão pendurar sobre ruas do bairro Lami duas pontes que foram criadas para ajudar na movimentação de macacos bugios.
As duas novas estruturas vão se somar a outras sete que já estão em uso. Antes da iniciativa, os bugios eram atropelados, eletrocutados nos fios da rede elétrica ou atacados por animais domésticos. Apesar de pensadas para os macacos, as pontes também têm ajudado outros animais, como gambás e ouriços, de acordo com Renata Pfau, bióloga voluntário do programa.
Segundo ela, há registros fotográficos - feitos por câmeras escondidas - e também relatos de moradores sobre a utilização das pontes pelos animais. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. O programa é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a ação de domingo é aberta à participação da comunidade, começando às 14h na Estrada Passo da Taquara.
Vitória no Ministério Público
Além de criar alternativas para a travessia de animais em zonas urbanas, o grupo de voluntários conseguiu obrigar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) a encapar os fios elétricos que ameaçavam a vida dos bugios. Após abrir uma denúncia no Ministério Público por maus tratos aos animais com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE ficou obrigada a isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.
Inspiração
O Programa Macacos Urbanos prestou consultoria ao Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo, que enfrentava um problema semelhante ao da zona sul de Porto Alegre. Bugios do Zoológico de São Paulo atravessavam uma grande avenida para circular entre o zoo e o parque e muitos foram atropelados na via. Hoje, duas passarelas conectam as áreas e ajudam bugios e preguiças a se movimentar com segurança.




Comentário: O espaço que antes era dos animais, agora esta sendo destruído e até mesmo em locais como o Lami são necessárias medidas como esta. Achei a iniciativa bastante positiva e creio que teremos menos mortes de macacos a partir dela.

EUA: reprodução de tubarão gigantesco surpreende motoristas
09 de setembro de 2011  20h18  atualizado às 20h50


Um gigantesco tubarão pré-histórico, de vários metros de comprimento e em posição de ataque pôde ser visto nesta sexta-feira em uma das principais estradas da Flórida para desconcerto dos motoristas, que não acreditavam no que estavam vendo.
Tratava-se da maquete de um Carcharodon megalodon, uma espécie extinta de tubarão que se acredita ter habitado o planeta há vários milhões de anos. O Museu de Ciência e Descobrimento de Fort Lauderdale (Flórida) estava levando a maquete para suas instalações no alto de um enorme trailer sem tapá-la com nenhum tipo de capa, segundo explicou um responsável da instituição.
O megalodon é considerado como um dos predadores mais poderosos que já existiram e os cientistas acreditam que podia superar com facilidade os 15 m de comprimento.
Esse museu deve instalar a gigantesca maquete como parte de uma exposição sobre a "Flórida Pré-histórica" em um novo centro que inaugurará em novembro próximo e que lhe permitirá duplicar seu espaço, no qual também se poderá observar fósseis das maiores tartarugas que já existiram, com mais de quatro metros de comprimento.
"Os visitantes também poderão dar um passeio em um hidrodeslizador sem sair do museu, experimentar ventos com força de furacão no olho da tempestade, escavar na busca de fósseis, observar um confronto entre um gato de dentes de sabre e um mamute imperial ou aprender como proteger os Everglades", explicaram os responsáveis do museu.
http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=1&ved=0CCMQFjAA&url=http%3A%2F%2Fnoticias.terra.com.br%2Fciencia%2Fnoticias%2F0%2C%2COI5340001-EI8145%2C00-EUA%2Breproducao%2Bde%2Btubarao%2Bgigantesco%2Bsurpreende%2Bmotoristas.html&ei=ycaHTqijOsa_gQfj-rn6Cg&usg=AFQjCNH23jPe_bwTqWNnTzR5EMzKSoe3OQ 


Comentário: Continuando o assunto da extinção: nosso descendentes só conseguirão ter acesso às imagens dos animais que vivem hoje, assim como ocorrerá com a flora. Achei essa iniciativa muito boa, porque permite um contato direto e surpreendente do público para com o ser desconhecido. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NOTÍCIAS AGOSTO/2011

Planta carnívora é flagrada comendo pássaro na Inglaterra
08 de agosto de 2011 09h10 atualizado às 10h46

Uma planta carnívora foi flagrada comendo um pássaro em um viveiro em Somerset, no sudoeste da Inglaterra. Nigel Hewitt-Cooper, responsável pelo viveiro, estava inspecionando o jardim tropical quando descobriu que uma das plantas carnívoras havia aprisionado um pássaro.

Acredita-se que esta seja a segunda vez que se registrou uma planta carnívora comendo um pássaro em qualquer parte do mundo.

A outra ocasião em que tal fenômeno teria sido registrado foi na Alemanha há alguns anos, contou Hewitt-Cooper. "Eu tenho um amigo que estudou essas plantas a fundo e ele nunca encontrou evidências de nenhum deles ter capturado as aves", disse.

"As maiores frequentemente pegam sapos, lagartos e camundongos e as maiores de todas já foram vistas com ratos dentro delas, mas encontrar um pássaro dentro de uma delas é bastante incomum", afirmou.

A planta carnívora do viveiro de Somerset é natural do Sudeste Asiático. Ela atrai insetos e os aprisiona por meio de uma poça de líquido que usa, em seguida, para digerir suas presas.

Cooper-Hewitt disse acreditar que a ave tenha sido atraída por insetos presos pela planta. "Ela deve ter se inclinado para puxar um inseto que estava flutuando dentro do líquido da planta, escorregou e não conseguiu mais sair."

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5285481-EI8145,00-Planta+carnivora+e+flagrada+comendo+passaro+na+Inglaterra.html

Comentário: Muitas pessoas têm a visão de que as plantas são seres frágeis e inofensivos; mal sabem, porém, que elas têm mecanismos de obtenção de energia e de crescimento que são admiráveis. A natureza costuma contradizer vários conceitos que a ciência tem, e que, por conseguinte, adquirimos. O exemplo desta planta carnívora da Inglaterra se encaixa bem nessa percepção, visto que a imagem que temos a respeito dessa situação é que o pássaro é bem mais forte do que a planta.

Estudo: chocolate preto pode proteger pele contra raios do sol
15 de agosto de 2011 16h19 atualizado às 17h11

Para os fanáticos por chocolate preto e pelo bronzeado, os dois prazeres não são apenas compatíveis como complementares, já que o primeiro pode atenuar os efeitos nocivos do segundo. Esta é a tese de alguns pesquisadores canadenses, que realizam pesquisa para comprová-la.

Cientistas do Instituto de Nutracêuticos e Alimentos Funcionais (Inaf) da Universidade de Laval, no Quebec, buscam demonstrar que o consumo de chocolate preto permite suportar doses muito mais altas de radiação na pele. Para isso, lançaram uma campanha para recrutar mulheres de pele clara de 25 a 65 anos, disse à AFP o principal pesquisador do estudo, Bruno Riverin.

Cerca de 30 já responderam à convocação e a expectativa é que outras 30 participem do estudo. Entre as primeiras, algumas já começaram a comer três quadrados de chocolate negro "autêntico" diariamente, e outras um placebo. A experiência durará 12 semanas.

O chocolate preto "autêntico", preparado de forma especial, é rico em polifenoles, compostos que se encontram no cacau e na formação de antioxidantes naturais. O chocolate de placebo, com um sabor muito semelhante, não contém polifenoles.

Nem as participantes nem os pesquisadores sabiam quem comeu qual chocolate, disse Riverin. Durante as visitas periódicas ao laboratório, as mulheres receberão na parte de dentro de seu antebraço doses precisas de luz ultravioleta emitida por uma lâmpada pequena.

Segundo os pesquisadores, o experimento deve demonstrar que aquelas que comeram o chocolate com polifenoles suportarão doses muito mais altas de radiação em sua pele do que aquelas que tomaram placebo. Estudos realizados na Alemanha e na Grã-Bretanha já deram pistas nesse sentido. No entanto, o número de participantes nesses estudos era relativamente pequeno: de 18 em um caso e de 30 no outro, informou Riverin.

Com a amostra de Quebec, a maior até agora, e que exclui os homens por ter um perfil hormonal mais homogêneo, se poderá confirmar o resultado das pesquisas prévias. A notícia, sem dúvida, alegrará os fabricantes de chocolate preto.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5298373-EI8147,00-Estudo+chocolate+preto+pode+proteger+pele+contra+raios+do+sol.html

Comentário: Notícia maravilhosa! Chocolate é uma das melhores coisas que foram inventadas pelo homem e, a maioria das pessoas gosta de pegar uma corzinha. Então, são duas coisas boas e agradáveis que podem ser aliadas. Creio que poucos queiram fazer parte do estudo, por causa dos problemas que os raios ultravioletas podem causar.

Método de impedir transmissão de dengue é testado com sucesso
25 de agosto de 2011 05h10 atualizado às 05h37

Cientistas australianos dizem ter testado com sucesso uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, que mata mais de 12 mil e afeta mais de 50 milhões de pessoas por ano ao redor do mundo.

A pesquisa publicada na revista científica Nature revelou que, após uma série de testes em laboratório, foi descoberto que a bactéria wMel Wolbachia - que ataca apenas insetos - consegue bloquear a capacidade dos mosquitos Aedes aegypti de transmitir a dengue.

Os cientistas soltaram, então, 300 mil mosquitos adultos infectados com a bactéria em duas áreas relativamente remotas da Austrália ao longo de um período de cerca de dez semanas. Pouco mais de um mês depois, quase todos os Aedes aegypti selvagens testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando, portanto, incapazes de espalhar a doença.

Novos testes
O professor Scott O'Neill, da Universidade de Monash, um dos autores do estudo, diz estar otimista sobre o método. "Este é o primeiro caso em que populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como vetores de doenças humanas", escreveram os cientistas.

Eles disseram que um elemento fundamental para o sucesso do teste foi convencer a população local de que soltar mais mosquitos na região era uma boa ideia.

Agora, os pesquisadores planejam fazer testes mais amplos nos próximos dois a três anos em países onde a dengue é endêmica, como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Brasil. Se os testes também forem bem-sucedidos, o método poderá começar a ser implementado como mecanismo de controle da doença em seguida, de acordo com O'Neill.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5311984-EI8147,00-Metodo+de+impedir+transmissao+de+dengue+e+testado+com+sucesso.html

Comentário: A descoberta será benéfica a todos nós, porque, por mais que tenhamos cuidados para evitar os focos de dengue, sempre correremos o risco de nos contaminarmos. Espero que o estudo continue tendo bons resultados e ajuda os habitantes dos locais de grande incidência da doença.

Cientistas descobrem causa da mais mortal das epidemias
30 de agosto de 2011 15h19 atualizado às 16h11

Entre os anos de 1347 e 1351, um terço dos moradores da Europa morreu devido à chamada peste negra. Estima-se que entre 30 milhões e 50 milhões de europeus sucumbiram à doença. Mas os cientistas nunca tinham entendido qual foi o causador exato da doença. Agora, pesquisadores das universidades McMaster (Canadá) e de Tubingen (Alemanha) afirmam ter confirmado através de um novo método de análise de DNA a hipótese de que o causador foi a bactéria Yersinia pestis (causadora da peste bubônica moderna), mais exatamente uma variedade extinta.

Segundo as duas universidades, os cientistas que não acreditavam na Yersinia pestis como causadora da peste negra afirmavam que os testes de DNA usados estavam contaminados. Além disso, a versão moderna da bactéria, que ainda é extremamente mortal, espalha-se de maneira muito mais lenta do que ocorreu durante a epidemia medieval.

Hendrik Poinar, pesquisador da instituição canadense, afirma em nota que o patógeno da peste negra deve ser uma variante que agora está extinta, conforme indicam dados preliminares. Ele diz que a bactéria atuava em genes que facilitavam a transmissão - que era causada por pulgas, o que estimulava a proliferação dos micro-organismos no sistema respiratório.

Os cientistas estudaram 109 corpos encontrados em um sítio arqueológico próximo a Londres e outros 10 no sítio de St. Nicholas Shambles (este anterior à epidemia), também no Reino Unido, utilizando um novo método de análise de DNA. No primeiro local, os pesquisadores conseguiram distinguir os genes presentes da Yersinia pestis.

"O próximo passo é sequenciar o DNA inteiro e eu estou confiante de que esta nova técnica vai nos levar a respostas que mudarão nosso entendimento da história da praga e nosso conceito de doenças emergentes e reemergentes", diz Poinar.

Os cientistas acreditam que a peste negra já foi responsável por duas outras grandes epidemias - em 541 d.C. (a "praga de Justiniano") e no século XX, também na Europa. A variedade moderna da bactéria é extremamente mortal - cerca de 2 mil pessoas morrem por ano por causa da peste bubônica, afirmam as duas universidades.

O artigo que descreve o estudo está disponível gratuitamente para download (em inglês) pela revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) no endereço www.pnas.org/content/early/2011/08/24/1105107108.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5321267-EI8147,00-Cientistas+descobrem+causa+da+mais+mortal+das+epidemias.html

Comentário: Na história da humanidade ocorreram diversas tragédias, mas, sem dúvida, uma das piores foi a peste negra. O pior de tudo é que na época em que ela aconteceu, a ciência era pouco desenvolvida e as pessoas não tinham respostas para o mau que estava acontecendo. Hoje, entretanto, podemos evitar desastres, devido a todo o conhecimento que os cientistas têm e que buscam.