terça-feira, 30 de agosto de 2011

NOTÍCIAS AGOSTO/2011

Planta carnívora é flagrada comendo pássaro na Inglaterra
08 de agosto de 2011 09h10 atualizado às 10h46

Uma planta carnívora foi flagrada comendo um pássaro em um viveiro em Somerset, no sudoeste da Inglaterra. Nigel Hewitt-Cooper, responsável pelo viveiro, estava inspecionando o jardim tropical quando descobriu que uma das plantas carnívoras havia aprisionado um pássaro.

Acredita-se que esta seja a segunda vez que se registrou uma planta carnívora comendo um pássaro em qualquer parte do mundo.

A outra ocasião em que tal fenômeno teria sido registrado foi na Alemanha há alguns anos, contou Hewitt-Cooper. "Eu tenho um amigo que estudou essas plantas a fundo e ele nunca encontrou evidências de nenhum deles ter capturado as aves", disse.

"As maiores frequentemente pegam sapos, lagartos e camundongos e as maiores de todas já foram vistas com ratos dentro delas, mas encontrar um pássaro dentro de uma delas é bastante incomum", afirmou.

A planta carnívora do viveiro de Somerset é natural do Sudeste Asiático. Ela atrai insetos e os aprisiona por meio de uma poça de líquido que usa, em seguida, para digerir suas presas.

Cooper-Hewitt disse acreditar que a ave tenha sido atraída por insetos presos pela planta. "Ela deve ter se inclinado para puxar um inseto que estava flutuando dentro do líquido da planta, escorregou e não conseguiu mais sair."

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5285481-EI8145,00-Planta+carnivora+e+flagrada+comendo+passaro+na+Inglaterra.html

Comentário: Muitas pessoas têm a visão de que as plantas são seres frágeis e inofensivos; mal sabem, porém, que elas têm mecanismos de obtenção de energia e de crescimento que são admiráveis. A natureza costuma contradizer vários conceitos que a ciência tem, e que, por conseguinte, adquirimos. O exemplo desta planta carnívora da Inglaterra se encaixa bem nessa percepção, visto que a imagem que temos a respeito dessa situação é que o pássaro é bem mais forte do que a planta.

Estudo: chocolate preto pode proteger pele contra raios do sol
15 de agosto de 2011 16h19 atualizado às 17h11

Para os fanáticos por chocolate preto e pelo bronzeado, os dois prazeres não são apenas compatíveis como complementares, já que o primeiro pode atenuar os efeitos nocivos do segundo. Esta é a tese de alguns pesquisadores canadenses, que realizam pesquisa para comprová-la.

Cientistas do Instituto de Nutracêuticos e Alimentos Funcionais (Inaf) da Universidade de Laval, no Quebec, buscam demonstrar que o consumo de chocolate preto permite suportar doses muito mais altas de radiação na pele. Para isso, lançaram uma campanha para recrutar mulheres de pele clara de 25 a 65 anos, disse à AFP o principal pesquisador do estudo, Bruno Riverin.

Cerca de 30 já responderam à convocação e a expectativa é que outras 30 participem do estudo. Entre as primeiras, algumas já começaram a comer três quadrados de chocolate negro "autêntico" diariamente, e outras um placebo. A experiência durará 12 semanas.

O chocolate preto "autêntico", preparado de forma especial, é rico em polifenoles, compostos que se encontram no cacau e na formação de antioxidantes naturais. O chocolate de placebo, com um sabor muito semelhante, não contém polifenoles.

Nem as participantes nem os pesquisadores sabiam quem comeu qual chocolate, disse Riverin. Durante as visitas periódicas ao laboratório, as mulheres receberão na parte de dentro de seu antebraço doses precisas de luz ultravioleta emitida por uma lâmpada pequena.

Segundo os pesquisadores, o experimento deve demonstrar que aquelas que comeram o chocolate com polifenoles suportarão doses muito mais altas de radiação em sua pele do que aquelas que tomaram placebo. Estudos realizados na Alemanha e na Grã-Bretanha já deram pistas nesse sentido. No entanto, o número de participantes nesses estudos era relativamente pequeno: de 18 em um caso e de 30 no outro, informou Riverin.

Com a amostra de Quebec, a maior até agora, e que exclui os homens por ter um perfil hormonal mais homogêneo, se poderá confirmar o resultado das pesquisas prévias. A notícia, sem dúvida, alegrará os fabricantes de chocolate preto.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5298373-EI8147,00-Estudo+chocolate+preto+pode+proteger+pele+contra+raios+do+sol.html

Comentário: Notícia maravilhosa! Chocolate é uma das melhores coisas que foram inventadas pelo homem e, a maioria das pessoas gosta de pegar uma corzinha. Então, são duas coisas boas e agradáveis que podem ser aliadas. Creio que poucos queiram fazer parte do estudo, por causa dos problemas que os raios ultravioletas podem causar.

Método de impedir transmissão de dengue é testado com sucesso
25 de agosto de 2011 05h10 atualizado às 05h37

Cientistas australianos dizem ter testado com sucesso uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, que mata mais de 12 mil e afeta mais de 50 milhões de pessoas por ano ao redor do mundo.

A pesquisa publicada na revista científica Nature revelou que, após uma série de testes em laboratório, foi descoberto que a bactéria wMel Wolbachia - que ataca apenas insetos - consegue bloquear a capacidade dos mosquitos Aedes aegypti de transmitir a dengue.

Os cientistas soltaram, então, 300 mil mosquitos adultos infectados com a bactéria em duas áreas relativamente remotas da Austrália ao longo de um período de cerca de dez semanas. Pouco mais de um mês depois, quase todos os Aedes aegypti selvagens testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando, portanto, incapazes de espalhar a doença.

Novos testes
O professor Scott O'Neill, da Universidade de Monash, um dos autores do estudo, diz estar otimista sobre o método. "Este é o primeiro caso em que populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como vetores de doenças humanas", escreveram os cientistas.

Eles disseram que um elemento fundamental para o sucesso do teste foi convencer a população local de que soltar mais mosquitos na região era uma boa ideia.

Agora, os pesquisadores planejam fazer testes mais amplos nos próximos dois a três anos em países onde a dengue é endêmica, como Tailândia, Vietnã, Indonésia e Brasil. Se os testes também forem bem-sucedidos, o método poderá começar a ser implementado como mecanismo de controle da doença em seguida, de acordo com O'Neill.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5311984-EI8147,00-Metodo+de+impedir+transmissao+de+dengue+e+testado+com+sucesso.html

Comentário: A descoberta será benéfica a todos nós, porque, por mais que tenhamos cuidados para evitar os focos de dengue, sempre correremos o risco de nos contaminarmos. Espero que o estudo continue tendo bons resultados e ajuda os habitantes dos locais de grande incidência da doença.

Cientistas descobrem causa da mais mortal das epidemias
30 de agosto de 2011 15h19 atualizado às 16h11

Entre os anos de 1347 e 1351, um terço dos moradores da Europa morreu devido à chamada peste negra. Estima-se que entre 30 milhões e 50 milhões de europeus sucumbiram à doença. Mas os cientistas nunca tinham entendido qual foi o causador exato da doença. Agora, pesquisadores das universidades McMaster (Canadá) e de Tubingen (Alemanha) afirmam ter confirmado através de um novo método de análise de DNA a hipótese de que o causador foi a bactéria Yersinia pestis (causadora da peste bubônica moderna), mais exatamente uma variedade extinta.

Segundo as duas universidades, os cientistas que não acreditavam na Yersinia pestis como causadora da peste negra afirmavam que os testes de DNA usados estavam contaminados. Além disso, a versão moderna da bactéria, que ainda é extremamente mortal, espalha-se de maneira muito mais lenta do que ocorreu durante a epidemia medieval.

Hendrik Poinar, pesquisador da instituição canadense, afirma em nota que o patógeno da peste negra deve ser uma variante que agora está extinta, conforme indicam dados preliminares. Ele diz que a bactéria atuava em genes que facilitavam a transmissão - que era causada por pulgas, o que estimulava a proliferação dos micro-organismos no sistema respiratório.

Os cientistas estudaram 109 corpos encontrados em um sítio arqueológico próximo a Londres e outros 10 no sítio de St. Nicholas Shambles (este anterior à epidemia), também no Reino Unido, utilizando um novo método de análise de DNA. No primeiro local, os pesquisadores conseguiram distinguir os genes presentes da Yersinia pestis.

"O próximo passo é sequenciar o DNA inteiro e eu estou confiante de que esta nova técnica vai nos levar a respostas que mudarão nosso entendimento da história da praga e nosso conceito de doenças emergentes e reemergentes", diz Poinar.

Os cientistas acreditam que a peste negra já foi responsável por duas outras grandes epidemias - em 541 d.C. (a "praga de Justiniano") e no século XX, também na Europa. A variedade moderna da bactéria é extremamente mortal - cerca de 2 mil pessoas morrem por ano por causa da peste bubônica, afirmam as duas universidades.

O artigo que descreve o estudo está disponível gratuitamente para download (em inglês) pela revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas) no endereço www.pnas.org/content/early/2011/08/24/1105107108.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5321267-EI8147,00-Cientistas+descobrem+causa+da+mais+mortal+das+epidemias.html

Comentário: Na história da humanidade ocorreram diversas tragédias, mas, sem dúvida, uma das piores foi a peste negra. O pior de tudo é que na época em que ela aconteceu, a ciência era pouco desenvolvida e as pessoas não tinham respostas para o mau que estava acontecendo. Hoje, entretanto, podemos evitar desastres, devido a todo o conhecimento que os cientistas têm e que buscam.

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