sábado, 31 de julho de 2010

NOTÍCIAS DE BIOLOGIA

Pesquisa com células-tronco torna ratos resistentes ao HIV
02 de julho de 2010 • 17h57 •

Pesquisadores americanos encontraram uma nova opção para o tratamento da aids: tornar o sistema imunológico resistente ao vírus HIV introduzindo células-tronco modificadas no organismo, anunciaram na revista Nature Biotechnology publicada nesta sexta-feira.

O vírus da aids ataca células do sistema imunológico humano prendendo-se em proteínas específicas, em particular uma molécula chamada CCR5. Certas pessoas, portadoras de uma mutação que impede a aparição desta molécula, são resistentes às principais cepas do HIV.

Eliminando o gene correspondente à proteína CCR5 da célula, pode-se, então, protegê-la contra o vírus e, por fim, proteger as pessoas contra o HIV, ou ao menos limitar bastante seus efeitos em pessoas infectadas.

A equipe de Paula Cannon, da Universidade da Califórnia do Sul, utilizou os "dedos de zinco", uma técnica recente que permite encontrar precisamente a parte do genoma a ser "cortada".

Os pesquisadores eliminaram esse gene de células-tronco hematopoéticas (células originadas dos glóbulos brancos, mas também dos glóbulos vermelhos e das plaquetas). Quando se dividirem, as células vão assim produzir outras células imunológicas que não terão a proteína CCR5.

Em seguida, os pesquisadores introduziram essas células modificadas em ratos de laboratório, substituindo assim seu sistema imunológico por células humanas, antes de infectá-los com o HIV.

Depois de 12 semanas, o sistema imunológico já havia retomado sua força inicial, enquanto que as taxas de células do sistema imunológico dos ratos que receberam células-tronco não modificadas tiveram uma brusca queda. Além disso, nos ratos do grupo testado, a presença do HIV era bastante limitada.

O próximo passo consistirá em tentar aplicar essa técnica em seres humanos. Um estudo similar já está sendo testado em homens na Universidade da Pensilvânia, mas nele são modificadas as células do sistema imunológico e não células-tronco.

Esta descoberta foi divulgada a poucas semanas da grande conferência de Viena sobre a aids, que acontecerá no dia 18 de julho.


Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4540447-EI8147,00-Pesquisa+com+celulastronco+torna+ratos+resistentes+ao+HIV.html

Comentário: Achei este estudo muito interessante e bem desenvolvido, pois a introdução das células-tronco modificadas no organismo parece ser uma nova "técnica", isto, é diferenciada de tudo que já foi feito até hoje. E, o melhor de tudo é que não funciona somente na teoria, funciona na prática - nos ratos testados.

07/07/2010 - 10h19
Cientistas descobrem novas espécies nas profundezas do Atlântico; veja imagens
da BBC Brasil

Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de dez espécies marinhas após explorar as profundezas do oceano Atlântico.

O fotógrafo David Shale, que registrou várias espécies, disse à BBC Brasil que "muitas destas criaturas nunca foram vistas antes".

Segundo os pesquisadores, o resultado da expedição pode revolucionar o conhecimento sobre a vida no mar profundo.

O grupo usou uma sonda britânica de exploração controlada remotamente e que é capaz de alcançar uma profundidade de 3.600 metros.

Entre as criaturas capturadas pela equipe do programa internacional de pesquisas MAR-ECO, foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo do elo evolucionário que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

Muitas outras espécies raras foram coletadas durante a viagem de seis semanas a bordo do navio de pesquisas James Cook.

O estudo, que utilizou a tecnologia submarina de ponta, ocorreu em junho.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/763152-cientistas-descobrem-novas-especies-nas-profundezas-do-atlantico-veja-imagens.shtml

Comentário: Esta notícia, trouxe-me o pensamente de que o nosso mundo é repleto de diversidade, e sempre vão haver, animais, plantas, e muitos outros seres que talvez nunca iremos conhecer. O mundo sempre nos trás surpresas como estas, e acredito que sempre será assim.

Estudo liga quadris grandes a perda de memória em mulheres
15 de julho de 2010 • 10h59 • atualizado às 12h13

Pesquisadores da faculdade de medicina da Northwestern University, em Chicago, sugeriram que o formato do corpo da mulher pode influenciar o desempenho de sua memória após a menopausa.

Eles notaram que mulheres com gordura acumulada na barriga tiveram um desempenho melhor em testes de raciocínio do que mulheres com formato em corpo de pera, ou seja, com cinturas menores e quadris largos - ou seja, com mais gordura acumulada nos quadris.

Os pesquisadores dizem acreditar que a gordura na barriga conserva uma quantidade maior do hormônio feminino estrogênio, cuja produção pelo corpo diminui após a menopausa.

Acredita-se que o hormônio ajude a proteger o cérebro da degeneração da atividade cognitiva.

Hormônio
O estudo analisou 8.745 mulheres que já passaram pela menopausa, com idades entre 65 e 79 anos de idade. Elas completaram um teste de memória que os cientistas usaram para analisar a atividade cerebral. As mulheres com corpos em formato de pera tiveram um desempenho especialmente fraco.

Os cientistas afirmam no estudo, divulgado na publicação científica American Geriatrics Society, que isto se deve à diferença da gordura depositada nos quadris e coxas comparada com as mulheres com maior quantidade de gordura na barriga.

Já sabia-se que tipos diferentes de gordura armazenam hormônios diferentes e tem efeitos distintos nos níveis de lipídios e pressão arterial.

Os cientistas dizem que excesso de gordura em qualquer lugar pode afetar o cérebro de mulheres mais velhas, mas que um pouco de gordura na cintura, em particular, pode proteger a atividade do cérebro.

Por outro lado, eles ressaltam que excesso de gordura na cintura aumenta o risco de outras doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4567628-EI8147,00-Estudo+liga+quadris+grandes+a+perda+de+memoria+em+mulheres.html

Comentário: É impressionante como características físicas como estas, influenciam em características interiores de nosso organismo, as quais são tão marcantes e importantes para nós, como a memória. O que seria de nós sem ela? Acho que uma pessoa que perde a memória, acaba perdendo o sentido de sua vida, porque na maioria das vezes nem sabe mais quem é.

Divulgada imagem de animal que já foi dado como extinto
19 de julho de 2010 • 12h44 • atualizado às 15h58

A Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira, uma imagem de um loris delgado das planícies Horton (Loris tardigradus nycticeboides), no Sri Lanka. Segundo a organização, acreditou-se durante 60 anos que o raríssimo primata estava extinto, já que não foi visto desde 1939. Foi somente em 2002 que esse animal voltou a ser encontrado por pesquisadores.

Segundo a organização, o animais de olhos grandes e membros curtos foi registrado por pesquisadores da ZSL e do Sri Lanka após mais de 200 horas analisando rastros do primata.

A ZSL afirma que o animal encontrado tem cerca de 20 cm de comprimento e chama a atenção pelo seu pelo denso. Os pesquisadores dizem ainda ter descoberto que esse animal tem membros mais curtos que qualquer outro loris conhecido, seja no Sri Lanka ou na Índia, o que indica que o primata se adaptou para viver nas frias florestas de montanha.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4573737-EI8145,00-Divulgada+imagem+de+animal+que+ja+foi+dado+como+extinto.html

Comentário: Descobertas como esta, deve significar muito para a comunidade cientifíca e para o mundo todo. Porque, atualmente está se falando muito sobre a extinção de animais e a preservação das espécies. Por isso, descobrir que um animal considerado extinto ainda vive é maravilhoso e motivante.

29/07/2010 - 11h08
Não ter amigos é tão perigoso como fumar, aponta estudo
DA EFE

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado nesta quarta-feira no site da revista "PLoS Medicine".

Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, essa é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/774539-nao-ter-amigos-e-tao-perigoso-como-fumar-aponta-estudo.shtml

Comentário: A amizade é essencial na vida de qualquer pessoa. Acredito que ninguém consegue viver feliz sozinho, deve ser algo impossível, interagir com os outros é algo natural na vida de qualquer um. Essas pessoas devem morrer mais cedo do que as outras, porque acabam ficando solitárias e suas vidas não tem mais sentido. Mas, obviamente o estudo deve ser bem mais avançado do que esta minha afirmação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As relações de um cidadão

Estar inserido em um grupo de amigos, ter uma boa relação com a família, ou simplesmente saber se comunicar, é essencial para qualquer individuo porque ninguém é feliz sozinho. Falar, expressar-se e até mesmo se divertir são coisas indispensáveis na vida de um cidadão. Pois, em meio a tantas coisas que acontecem no cotidiano, as pessoas têm a necessidade de dialogar. Às vezes isso serve como uma maneira de desabafar. Falar sobre preocupações, expectativas, sonhos e conquistas, são coisas que fazem com que o locutor em questão se sinta melhor.
O fato é que, as relações humanas são muito importantes nas relações dos indivíduos. O homem não pode viver sem elas, pois se isso ocorrer a sua vida provavelmente mudará conforme o tempo passar. E, o cidadão acabará perdendo os hábitos e costumes sociais, e se um dia se der por conta, perceberá que não se encaixa mais na sociedade. Estará isolado, talvez por sua culpa ou por culpa da própria sociedade, que o obrigou a o fazer.
Não há como alguém que não age de acordo com a sociedade, estabelecer uma relação, ou um contato. Imagine uma pessoa que em certo momento de sua vida se isolou totalmente dos outros, e trinta anos depois volta à sociedade, porém, não sabe mais como se portar à mesa, não tem o hábito de tomar banho, escovar os dentes, enfim, não sabe como agir diante dos outros, pois tudo se tornou estranho. Esta pessoa não conseguirá estabelecer relações, a não ser que aprenda tudo novamente.
Existem outros que se revoltam diante de situações da vida, mas não se isolam. Estes começam a atordoar a vida dos outros que estão a sua volta, por infinitos motivos. Pense em uma criança. Mas não em uma criança comum, e sim em uma que tem vários problemas ao seu redor, como a falta de uma presença masculina em sua vida, a falta de carinho e atenção de sua mãe e irmã. Esta criança acabará se revoltando – não como um adulto o faria, mas de forma visível -, e isso poderá ser notado em suas ações para com os outros.
A criança poderá ficar agressiva, triste, magoada, fará coisas atípicas somente para ter a atenção daqueles que ama, talvez seu comportamento mude tanto que nem mesmo sua mãe conseguirá estabelecer relações saudáveis com a mesma, porque isso tudo não deixa de ser indícios de um leve isolamento.
Por isso, o diálogo, a interação, a comunicação, são fatores fundamentais para qualquer ser humano, seja ele uma criança, um adulto ou um idoso. Compreender as necessidades de quem está ao seu redor tem extrema importância, principalmente quando se trata de uma relação entre pais e filhos, onde geralmente a comunicação é complicada. Relacionar-se com os outros é difícil, mas não é impossível.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O banco azul

Existe coisa mais original, ou mais sem graça do que um banco? Ele está sempre ali, pronto para ser usado, por ele muitas pessoas passam, mas ele continua sempre no mesmo local totalmente imóvel. Às vezes, o banco acaba constituindo o cenário de algum ambiente, seja ele interno ou externo. Ele tem extrema importância na vida de todos, pois, quando alguém está cansado, o banco está lá possibilitando que este descanse.
Isso tudo pode parecer uma mera besteira, mas na realidade não é. No colégio Instituto Santa Luzia existem muitos bancos, alguns ficam embaixo de árvores, nos pátios, ao redor das mesas, perto da cantina, etc. E, cada um tem seus detalhes, sua coloração e seus defeitos – por serem antigos -, ou seja, o que não falta nesse colégio são bancos. Contudo, em meio a tantos bancos, existe um que se destaca: o banco azul.
O banco azul se localiza numa pequena área, perto do campo de futebol, que é quase exclusiva das irmãs que residem na instituição, porque nesse pequeno espaço que fica entre prédios, existem muitas flores e uma estátua de São Vicente de Paulo. Mas, o fato é que o pobre banco nunca deve ser usado, e na manhã do dia vinte e dois de junho ele estava solitário como sempre. Feito de madeira, nem fina, nem grossa, sua cor era como um céu limpo, sem nuvens, como o céu de um dia ensolarado. A
Sua pintura não era das melhores, mas é importante observar que ele deve ser muito antigo, e por baixo da pintura azul que o cobria, muitas outras cores devem ter passado.
Sua base era feita de concreto, a qual já estava bem suja e com manchas pretas, provavelmente devido às chuvas e ao tempo. O banco não era muito grande, nem muito pequeno, tinha uma medida exata, e nele devem caber umas três ou quatro pessoas, dependendo do seu tamanho. No assento existiam dois parafusos que,
serviam para interligar a madeira ao concreto. Ele ficava numa parte do jardim em que há piso, que por sua vez era áspero e tinha desenhos retangulares que formam quadrados e acabam se cruzando. Em volta ao banco, existiam alguns vasos pretos com pequenas folhagens.
E, parece que os únicos visitantes do solitário banco azul, são as pombas, pois no encosto do banco havia fezes deste animal, que ao passar por ali deve ter “soltado” sua “titica” branca. Talvez, algum dia o esquecido banco tenha uma companhia melhor do que pombas, e uma aluna que só esteve ali para fotografá-lo e ficar falando sobre suas características tão peculiares...

O BANCO AZUL

Existe coisa mais original, ou mais sem graça do que um banco? Ele está sempre ali, pronto para ser usado, por ele muitas pessoas passam, mas ele continua sempre no mesmo local totalmente imóvel. Às vezes, o banco acaba constituindo o cenário de algum ambiente, seja ele interno ou externo. Ele tem extrema importância na vida de todos, pois, quando alguém está cansado, o banco está lá possibilitando que este descanse.
Isso tudo pode parecer uma mera besteira, mas na realidade não é. No colégio Instituto Santa Luzia existem muitos bancos, alguns ficam embaixo de árvores, nos pátios, ao redor das mesas, perto da cantina, etc. E, cada um tem seus detalhes, sua coloração e seus defeitos – por serem antigos -, ou seja, o que não falta nesse colégio são bancos. Contudo, em meio a tantos bancos, existe um que se destaca: o banco azul.
O banco azul se localiza numa pequena área, perto do campo de futebol, que é quase exclusiva das irmãs que residem na instituição, porque nesse pequeno espaço que fica entre prédios, existem muitas flores e uma estátua de São Vicente de Paulo. Mas, o fato é que o pobre banco nunca deve ser usado, e na manhã do dia vinte e dois de junho ele estava solitário como sempre. Feito de madeira, nem fina, nem grossa, sua cor era como um céu limpo, sem nuvens, como o céu de um dia ensolarado. A
Sua pintura não era das melhores, mas é importante observar que ele deve ser muito antigo, e por baixo da pintura azul que o cobria, muitas outras cores devem ter passado.
Sua base era feita de concreto, a qual já estava bem suja e com manchas pretas, provavelmente devido às chuvas e ao tempo. O banco não era muito grande, nem muito pequeno, tinha uma medida exata, e nele devem caber umas três ou quatro pessoas, dependendo do seu tamanho. No assento existiam dois parafusos que,
serviam para interligar a madeira ao concreto. Ele ficava numa parte do jardim em que há piso, que por sua vez era áspero e tinha desenhos retangulares que formam quadrados e acabam se cruzando. Em volta ao banco, existiam alguns vasos pretos com pequenas folhagens.
E, parece que os únicos visitantes do solitário banco azul, são as pombas, pois no encosto do banco havia fezes deste animal, que ao passar por ali deve ter “soltado” sua “titica” branca. Talvez, algum dia o esquecido banco tenha uma companhia melhor do que pombas, e uma aluna que só esteve ali para fotografá-lo e ficar falando sobre suas características tão peculiares...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O reino de Brünhild

Chegara o dia com que tanto ela havia sonhado: o dia de seu casamento. Brünhild, rainha da Islândia e excelente governante sentiu-se fascinada e cheia de amor em seu coração quando ouviu o “sim” de Ghünther, o rei das terras de Worms sobre o Reno, rei dos burgúndios. Porque, esta pequena palavra trazia novamente a idéia de felicidade, de que agora ela era casada e tinha um marido, que por sua vez era um nobre cavalheiro e um homem muito honrado. Por isso, a nobre donzela Brünhild tinha pressa em preparar tudo para que sua chegada à terra dos burgúndios fosse esplêndida e que só alegria lhe trouxesse. Tinha muitos sonhos e expectativas em sua mente e pretendia fazer o que fosse para que pudesse ter tudo aquilo que sempre quis. Tal moça é dona de uma fascinante história passada na Idade Média.

Logo que a magnífica rainha Ester recuperou suas forças arriscou em dizer: “Ela se chamará Brünhild e é a criatura mais bela que já vi em minha vida. O glorioso rei Bernhard concordou com a escolha de sua amada e afirmou: “Esta, minha filha, será uma nobre e honrada donzela, o cavalheiro que conseguir conquistar sua mão será um homem de felicidade eterna”. Depois disso, colocou em seu dedo um anel muito precioso, o qual ela nunca mais tiraria, e nunca se viu jóia mais bela. A recém nascida tinha traços angelicais e a todos encantava com seus cabelos castanhos avermelhados e seus lindos olhos verdes.

A princesa teve uma infância muito tranqüila e feliz, seus queridos pais sempre estiveram ao seu redor para auxiliá-la no que precisasse. Desde pequena, suas vontades e ordens foram compridas e isso contribuiu para que, a doce e ao mesmo tempo arrogante Brünhild fosse dona de um autoritarismo incontrolável. Ela era filha única, por isso Seu estimado pai nunca lhe negara nada, a ela entregava tudo aquilo que tivesse de mais valor. Brünhild, por sua vez, estava sempre contente e graciosa, até mesmo ouvi-la falar era algo que encantava o todos de seu reino.

Com o passar dos anos, a menina começou a demonstrar que além de ser dona de uma beleza divina, também era muito inteligente e aprendia o que lhe ensinavam com grande facilidade. Ela apreciava as tarefas femininas, como bordar e fazer vestes com sua mãe, acompanhadas de nobres damas e donzelas que pertenciam à corte. Mas, não negava a ninguém que lhe era de muito agrado as coisas que seu pai, o grande rei Bernhard, lhe ensinava. Ele lhe ensinou a caçar, lutar, justar e governar de forma harmoniosa, isso era fácil para ela, porque ela carregava consigo uma força que ninguém compreendia. O nobre cavalheiro passava-lhes estes ensinamentos, porque sentia que algo deveria fazer para que quando um dia ele subisse aos céus, ela estivesse pronta para ser uma grande rainha.

Logo que entrou na adolescência, Brünhild começou a perceber que as pessoas não se portavam da mesma forma diante dela. Agora, ela era tratada como um ser de outro mundo que fosse intocável e alvo de grande cobiça. Por onde passava despertava olhares e gostava. Não se importava com a exposição, ela estava atrás de seu pai aonde quer que ele fosse, a menos que ele não permitisse – sua mãe achava isso algo muito impróprio para uma donzela de quatorze anos, mas ninguém, além do rei Bernhard, conseguia controlar as vontades de Brünhild e seu gênio feroz.

Muitos reis e cavalheiros de vários lugares do mundo iam à Islândia somente para conhecer a bela moça, que surpreendia a cada um que chegava e deixava os nobres homens apaixonados. Grande parte desses guerreiros haviam pedido a mão de Brünhild para o valente rei Bernhard, mas ele sempre negara. E, Brünhild sentia-se muito feliz com a atitude do pai, pois não queria marido nenhum enquanto ele estivesse ao seu lado. A donzela orgulhava-se muito de Bernhard, homem que a criou com muito amor e carinho, tinha riquezas incontáveis, sempre foi dono de uma grandiosa coragem, nunca hesitou em ir a uma batalha e sempre saiu vitorioso. Brünhild sentia-se muito aflita ao saber que seu pai corria perigo e chorava constantemente até que ele voltasse para seu reino depois de um combate.

Mais alguns anos se passaram, a princesa agora tinha 17 anos, e era dona de uma vasta sabedoria, tudo que lhe perguntasse era respondido de forma completa e surpreendente, ela tinha uma ampla visão sobre o que queria para sua vida. Queria se casar com um cavalheiro que fosse como seu pai e que lutasse para obter sua mão. Que a amasse profundamente e verdadeiramente e, que tivesse a capacidade de amar os filhos que teriam assim como seu pai a amou.

Certa vez, seu pai disse que não conseguia mais recusar os pedidos que lhe eram feitos, em relação a sua mão. Brünhild sabia que não havia mais como adiar, e que em breve deveria casar-se, mas até então não havia se deparado com nenhum homem que se comparasse ao seu pai e que demonstrasse um verdadeiro amor por ela. Contou isso a Bernhard, que na mesma noite teve uma grande idéia e disse à filha que sabia como escolher o cavaleiro certo. Ela muito curiosa e surpresa indagou: “Meu pai, como poderás encontrar meu futuro marido? Não tenho nem idéia de como isso seja possível, pois acho que tenho azar no amor”. Ele lhe disse: “Minha filha, não diz isso, sei exatamente como achar um homem a tua altura”. E ela o interrompeu: “A minha e a tua altura, nobre pai”. Ele prosseguiu: “Farás o seguinte: A cada cavalheiro que aparecer em nosso reino, será lançado um desafio que se dará por meio de uma justa, se o cavalheiro vencer obterá a tua mão, mas se não o conseguir será morto. Somente aquele que te amar verdadeiramente lutará com todas as suas forças e vencerá”. Brünhild ficou encantada com a grande idéia de seu pai, ele era um homem tão brilhante, deveria ser por isso que o amava tanto, mas ela ainda tinha uma dúvida: “Querido pai, quem lutará com tal cavalheiro?”. Ele respondeu com um imenso sorriso no rosto: “Tu, minha linda donzela”. Brünhild estava deslumbrada, seu pai era mesmo maravilhoso e só a fazia feliz. Ela amava justar e o faria com muita disposição.

Quando caiu a noite, Brünhild recolheu-se e ao deitar na cama começou a pensar na proposta de seu pai. Ela, não mudaria de idéia e lutaria, mas não entendia como possuía uma força maior que a de muitos homens. Decidiu, então, questionar o rei sobre esse fato logo que amanhecesse. Assim, nas primeiras horas da manhã foi ao encontro de Bernhard e perguntou diretamente: “Me responda uma coisa, senhor rei da Islândia, como posso ser tão forte?” Ele conduziu-a para um local onde não houvesse ninguém e disse-lhe: “Querida filha, logo que nasceste coloquei em teu dedo este anel”, indicou a ela o que estava mostrando e prosseguiu: “Um velho mago presenteou-me com ele logo que casei com sua mãe, a majestosa rainha Ester. Ele faz forte todo aquele que o usa”. Explicado isso, Brünhild mais encantada ficou e a partir daquele dia passou a justar.

Um ano se passou. Brünhild agora estava com 18 anos, e, nenhum cavalheiro havia lhe vencido ainda. Certo dia, todos os membros da corte estavam em uma festividade, quando de repente seus pais, o nobre rei Bernhard e a nobre rainha Ester foram atingidos por duas flechas certeiras – uma em cada um – de origem desconhecida. Subiram, então, aos céus e a partir dali o reino ficou muito triste, mas Brünhild nunca deixou de justar, porque o que não lhe faltava eram pretendentes. Ela não tinha mais aquela alegria de antes, sem a presença de seu nobre pai, o rei Bernhard, ela sentia-se profundamente triste, mesmo agora sendo a rainha da Islândia.

Ficou nesse péssimo estado de espírito durante um ano. Até que chegou ao seu reino um cavalheiro, que se apresentou como rei de Worms sobre o Reno, rei dos burgúndios, este aceitou seu desafio como todos o faziam. Brünhild não acreditava mais que alguém a pudesse vencer – pensava que seria uma rainha sozinha e triste para todo o sempre, desde que seus amados pais a deixaram -. Mas Günther – assim se chamava o cavalheiro – provou-lhe o contrário. Brünhild finalmente foi derrotada, e quando se deu conta disso um sentimento muito forte veio à tona, finalmente havia encontrado o cavalheiro que esperara por tanto tempo, que parecia a amar e lembrava a imagem de seu pai – por todas as suas conquistas relatadas -, o magnífico rei Bernhard que nunca saíra se sua lembrança.

Então, Brünhild tinha a convicção de que a partir dali sua vida voltaria a ter sentido e voltaria a ser tão mágica quanto antes. Ela estava certa.

Escrever: Amor versus ódio

Sempre pensei em fazer um blog, mas eu sempre desistia porque escrever não é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Se bem que, isso é um pouco relativo para mim, eu não gosto mesmo é do fato de ter que começar uma redação, mas quando me entrego ao que estou escrevendo começo a gostar e é muito difícil para mim parar de escrever.

É muito estranho e ao mesmo tempo divertido, mas a verdade é que a escrita age de uma forma muito parecida com a leitura na minha mente, porque as duas têm a capacidade de me fazer imaginar, viajar para outros lugares e esquecer o que está ao meu redor. A única diferença é que quando se está escrevendo tudo é possível, porque sou eu que tenho o controle das minhas palavras e do que quero dizer, e no caso de uma narração, para onde quero ir. Já, quando se está lendo, não há como mudar o que está escrito, só se pode imaginar o que é descrito de uma forma diferente das outras pessoas, mas acontece que, o local onde se passa a história, as personagens e os acontecimentos vão ser sempre os mesmos.
Pretendo usar esse blog como um meio de me libertar desse ódio mortal de ter que pensar e começar a elaborar uma redação e também para os fins escolares, que foi o motivo real para que eu o tenha criado.
Minha próxima postagem conterá uma redação que foi proposta em aula, pelo professor Lucas Bones, onde deveríamos escolher um personagem do livro 'A canção dos nibelugos' e escrever uma espécie de biografia sobre ele. Eu escolhi Brünhild e fiz uma espécie de narração. Espero que gostem!