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sábado, 31 de julho de 2010

NOTÍCIAS DE BIOLOGIA

Pesquisa com células-tronco torna ratos resistentes ao HIV
02 de julho de 2010 • 17h57 •

Pesquisadores americanos encontraram uma nova opção para o tratamento da aids: tornar o sistema imunológico resistente ao vírus HIV introduzindo células-tronco modificadas no organismo, anunciaram na revista Nature Biotechnology publicada nesta sexta-feira.

O vírus da aids ataca células do sistema imunológico humano prendendo-se em proteínas específicas, em particular uma molécula chamada CCR5. Certas pessoas, portadoras de uma mutação que impede a aparição desta molécula, são resistentes às principais cepas do HIV.

Eliminando o gene correspondente à proteína CCR5 da célula, pode-se, então, protegê-la contra o vírus e, por fim, proteger as pessoas contra o HIV, ou ao menos limitar bastante seus efeitos em pessoas infectadas.

A equipe de Paula Cannon, da Universidade da Califórnia do Sul, utilizou os "dedos de zinco", uma técnica recente que permite encontrar precisamente a parte do genoma a ser "cortada".

Os pesquisadores eliminaram esse gene de células-tronco hematopoéticas (células originadas dos glóbulos brancos, mas também dos glóbulos vermelhos e das plaquetas). Quando se dividirem, as células vão assim produzir outras células imunológicas que não terão a proteína CCR5.

Em seguida, os pesquisadores introduziram essas células modificadas em ratos de laboratório, substituindo assim seu sistema imunológico por células humanas, antes de infectá-los com o HIV.

Depois de 12 semanas, o sistema imunológico já havia retomado sua força inicial, enquanto que as taxas de células do sistema imunológico dos ratos que receberam células-tronco não modificadas tiveram uma brusca queda. Além disso, nos ratos do grupo testado, a presença do HIV era bastante limitada.

O próximo passo consistirá em tentar aplicar essa técnica em seres humanos. Um estudo similar já está sendo testado em homens na Universidade da Pensilvânia, mas nele são modificadas as células do sistema imunológico e não células-tronco.

Esta descoberta foi divulgada a poucas semanas da grande conferência de Viena sobre a aids, que acontecerá no dia 18 de julho.


Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4540447-EI8147,00-Pesquisa+com+celulastronco+torna+ratos+resistentes+ao+HIV.html

Comentário: Achei este estudo muito interessante e bem desenvolvido, pois a introdução das células-tronco modificadas no organismo parece ser uma nova "técnica", isto, é diferenciada de tudo que já foi feito até hoje. E, o melhor de tudo é que não funciona somente na teoria, funciona na prática - nos ratos testados.

07/07/2010 - 10h19
Cientistas descobrem novas espécies nas profundezas do Atlântico; veja imagens
da BBC Brasil

Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de dez espécies marinhas após explorar as profundezas do oceano Atlântico.

O fotógrafo David Shale, que registrou várias espécies, disse à BBC Brasil que "muitas destas criaturas nunca foram vistas antes".

Segundo os pesquisadores, o resultado da expedição pode revolucionar o conhecimento sobre a vida no mar profundo.

O grupo usou uma sonda britânica de exploração controlada remotamente e que é capaz de alcançar uma profundidade de 3.600 metros.

Entre as criaturas capturadas pela equipe do programa internacional de pesquisas MAR-ECO, foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo do elo evolucionário que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

Muitas outras espécies raras foram coletadas durante a viagem de seis semanas a bordo do navio de pesquisas James Cook.

O estudo, que utilizou a tecnologia submarina de ponta, ocorreu em junho.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/763152-cientistas-descobrem-novas-especies-nas-profundezas-do-atlantico-veja-imagens.shtml

Comentário: Esta notícia, trouxe-me o pensamente de que o nosso mundo é repleto de diversidade, e sempre vão haver, animais, plantas, e muitos outros seres que talvez nunca iremos conhecer. O mundo sempre nos trás surpresas como estas, e acredito que sempre será assim.

Estudo liga quadris grandes a perda de memória em mulheres
15 de julho de 2010 • 10h59 • atualizado às 12h13

Pesquisadores da faculdade de medicina da Northwestern University, em Chicago, sugeriram que o formato do corpo da mulher pode influenciar o desempenho de sua memória após a menopausa.

Eles notaram que mulheres com gordura acumulada na barriga tiveram um desempenho melhor em testes de raciocínio do que mulheres com formato em corpo de pera, ou seja, com cinturas menores e quadris largos - ou seja, com mais gordura acumulada nos quadris.

Os pesquisadores dizem acreditar que a gordura na barriga conserva uma quantidade maior do hormônio feminino estrogênio, cuja produção pelo corpo diminui após a menopausa.

Acredita-se que o hormônio ajude a proteger o cérebro da degeneração da atividade cognitiva.

Hormônio
O estudo analisou 8.745 mulheres que já passaram pela menopausa, com idades entre 65 e 79 anos de idade. Elas completaram um teste de memória que os cientistas usaram para analisar a atividade cerebral. As mulheres com corpos em formato de pera tiveram um desempenho especialmente fraco.

Os cientistas afirmam no estudo, divulgado na publicação científica American Geriatrics Society, que isto se deve à diferença da gordura depositada nos quadris e coxas comparada com as mulheres com maior quantidade de gordura na barriga.

Já sabia-se que tipos diferentes de gordura armazenam hormônios diferentes e tem efeitos distintos nos níveis de lipídios e pressão arterial.

Os cientistas dizem que excesso de gordura em qualquer lugar pode afetar o cérebro de mulheres mais velhas, mas que um pouco de gordura na cintura, em particular, pode proteger a atividade do cérebro.

Por outro lado, eles ressaltam que excesso de gordura na cintura aumenta o risco de outras doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4567628-EI8147,00-Estudo+liga+quadris+grandes+a+perda+de+memoria+em+mulheres.html

Comentário: É impressionante como características físicas como estas, influenciam em características interiores de nosso organismo, as quais são tão marcantes e importantes para nós, como a memória. O que seria de nós sem ela? Acho que uma pessoa que perde a memória, acaba perdendo o sentido de sua vida, porque na maioria das vezes nem sabe mais quem é.

Divulgada imagem de animal que já foi dado como extinto
19 de julho de 2010 • 12h44 • atualizado às 15h58

A Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira, uma imagem de um loris delgado das planícies Horton (Loris tardigradus nycticeboides), no Sri Lanka. Segundo a organização, acreditou-se durante 60 anos que o raríssimo primata estava extinto, já que não foi visto desde 1939. Foi somente em 2002 que esse animal voltou a ser encontrado por pesquisadores.

Segundo a organização, o animais de olhos grandes e membros curtos foi registrado por pesquisadores da ZSL e do Sri Lanka após mais de 200 horas analisando rastros do primata.

A ZSL afirma que o animal encontrado tem cerca de 20 cm de comprimento e chama a atenção pelo seu pelo denso. Os pesquisadores dizem ainda ter descoberto que esse animal tem membros mais curtos que qualquer outro loris conhecido, seja no Sri Lanka ou na Índia, o que indica que o primata se adaptou para viver nas frias florestas de montanha.

Link: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4573737-EI8145,00-Divulgada+imagem+de+animal+que+ja+foi+dado+como+extinto.html

Comentário: Descobertas como esta, deve significar muito para a comunidade cientifíca e para o mundo todo. Porque, atualmente está se falando muito sobre a extinção de animais e a preservação das espécies. Por isso, descobrir que um animal considerado extinto ainda vive é maravilhoso e motivante.

29/07/2010 - 11h08
Não ter amigos é tão perigoso como fumar, aponta estudo
DA EFE

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado nesta quarta-feira no site da revista "PLoS Medicine".

Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, essa é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/774539-nao-ter-amigos-e-tao-perigoso-como-fumar-aponta-estudo.shtml

Comentário: A amizade é essencial na vida de qualquer pessoa. Acredito que ninguém consegue viver feliz sozinho, deve ser algo impossível, interagir com os outros é algo natural na vida de qualquer um. Essas pessoas devem morrer mais cedo do que as outras, porque acabam ficando solitárias e suas vidas não tem mais sentido. Mas, obviamente o estudo deve ser bem mais avançado do que esta minha afirmação.