sexta-feira, 25 de junho de 2010

O banco azul

Existe coisa mais original, ou mais sem graça do que um banco? Ele está sempre ali, pronto para ser usado, por ele muitas pessoas passam, mas ele continua sempre no mesmo local totalmente imóvel. Às vezes, o banco acaba constituindo o cenário de algum ambiente, seja ele interno ou externo. Ele tem extrema importância na vida de todos, pois, quando alguém está cansado, o banco está lá possibilitando que este descanse.
Isso tudo pode parecer uma mera besteira, mas na realidade não é. No colégio Instituto Santa Luzia existem muitos bancos, alguns ficam embaixo de árvores, nos pátios, ao redor das mesas, perto da cantina, etc. E, cada um tem seus detalhes, sua coloração e seus defeitos – por serem antigos -, ou seja, o que não falta nesse colégio são bancos. Contudo, em meio a tantos bancos, existe um que se destaca: o banco azul.
O banco azul se localiza numa pequena área, perto do campo de futebol, que é quase exclusiva das irmãs que residem na instituição, porque nesse pequeno espaço que fica entre prédios, existem muitas flores e uma estátua de São Vicente de Paulo. Mas, o fato é que o pobre banco nunca deve ser usado, e na manhã do dia vinte e dois de junho ele estava solitário como sempre. Feito de madeira, nem fina, nem grossa, sua cor era como um céu limpo, sem nuvens, como o céu de um dia ensolarado. A
Sua pintura não era das melhores, mas é importante observar que ele deve ser muito antigo, e por baixo da pintura azul que o cobria, muitas outras cores devem ter passado.
Sua base era feita de concreto, a qual já estava bem suja e com manchas pretas, provavelmente devido às chuvas e ao tempo. O banco não era muito grande, nem muito pequeno, tinha uma medida exata, e nele devem caber umas três ou quatro pessoas, dependendo do seu tamanho. No assento existiam dois parafusos que,
serviam para interligar a madeira ao concreto. Ele ficava numa parte do jardim em que há piso, que por sua vez era áspero e tinha desenhos retangulares que formam quadrados e acabam se cruzando. Em volta ao banco, existiam alguns vasos pretos com pequenas folhagens.
E, parece que os únicos visitantes do solitário banco azul, são as pombas, pois no encosto do banco havia fezes deste animal, que ao passar por ali deve ter “soltado” sua “titica” branca. Talvez, algum dia o esquecido banco tenha uma companhia melhor do que pombas, e uma aluna que só esteve ali para fotografá-lo e ficar falando sobre suas características tão peculiares...

O BANCO AZUL

Existe coisa mais original, ou mais sem graça do que um banco? Ele está sempre ali, pronto para ser usado, por ele muitas pessoas passam, mas ele continua sempre no mesmo local totalmente imóvel. Às vezes, o banco acaba constituindo o cenário de algum ambiente, seja ele interno ou externo. Ele tem extrema importância na vida de todos, pois, quando alguém está cansado, o banco está lá possibilitando que este descanse.
Isso tudo pode parecer uma mera besteira, mas na realidade não é. No colégio Instituto Santa Luzia existem muitos bancos, alguns ficam embaixo de árvores, nos pátios, ao redor das mesas, perto da cantina, etc. E, cada um tem seus detalhes, sua coloração e seus defeitos – por serem antigos -, ou seja, o que não falta nesse colégio são bancos. Contudo, em meio a tantos bancos, existe um que se destaca: o banco azul.
O banco azul se localiza numa pequena área, perto do campo de futebol, que é quase exclusiva das irmãs que residem na instituição, porque nesse pequeno espaço que fica entre prédios, existem muitas flores e uma estátua de São Vicente de Paulo. Mas, o fato é que o pobre banco nunca deve ser usado, e na manhã do dia vinte e dois de junho ele estava solitário como sempre. Feito de madeira, nem fina, nem grossa, sua cor era como um céu limpo, sem nuvens, como o céu de um dia ensolarado. A
Sua pintura não era das melhores, mas é importante observar que ele deve ser muito antigo, e por baixo da pintura azul que o cobria, muitas outras cores devem ter passado.
Sua base era feita de concreto, a qual já estava bem suja e com manchas pretas, provavelmente devido às chuvas e ao tempo. O banco não era muito grande, nem muito pequeno, tinha uma medida exata, e nele devem caber umas três ou quatro pessoas, dependendo do seu tamanho. No assento existiam dois parafusos que,
serviam para interligar a madeira ao concreto. Ele ficava numa parte do jardim em que há piso, que por sua vez era áspero e tinha desenhos retangulares que formam quadrados e acabam se cruzando. Em volta ao banco, existiam alguns vasos pretos com pequenas folhagens.
E, parece que os únicos visitantes do solitário banco azul, são as pombas, pois no encosto do banco havia fezes deste animal, que ao passar por ali deve ter “soltado” sua “titica” branca. Talvez, algum dia o esquecido banco tenha uma companhia melhor do que pombas, e uma aluna que só esteve ali para fotografá-lo e ficar falando sobre suas características tão peculiares...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O reino de Brünhild

Chegara o dia com que tanto ela havia sonhado: o dia de seu casamento. Brünhild, rainha da Islândia e excelente governante sentiu-se fascinada e cheia de amor em seu coração quando ouviu o “sim” de Ghünther, o rei das terras de Worms sobre o Reno, rei dos burgúndios. Porque, esta pequena palavra trazia novamente a idéia de felicidade, de que agora ela era casada e tinha um marido, que por sua vez era um nobre cavalheiro e um homem muito honrado. Por isso, a nobre donzela Brünhild tinha pressa em preparar tudo para que sua chegada à terra dos burgúndios fosse esplêndida e que só alegria lhe trouxesse. Tinha muitos sonhos e expectativas em sua mente e pretendia fazer o que fosse para que pudesse ter tudo aquilo que sempre quis. Tal moça é dona de uma fascinante história passada na Idade Média.

Logo que a magnífica rainha Ester recuperou suas forças arriscou em dizer: “Ela se chamará Brünhild e é a criatura mais bela que já vi em minha vida. O glorioso rei Bernhard concordou com a escolha de sua amada e afirmou: “Esta, minha filha, será uma nobre e honrada donzela, o cavalheiro que conseguir conquistar sua mão será um homem de felicidade eterna”. Depois disso, colocou em seu dedo um anel muito precioso, o qual ela nunca mais tiraria, e nunca se viu jóia mais bela. A recém nascida tinha traços angelicais e a todos encantava com seus cabelos castanhos avermelhados e seus lindos olhos verdes.

A princesa teve uma infância muito tranqüila e feliz, seus queridos pais sempre estiveram ao seu redor para auxiliá-la no que precisasse. Desde pequena, suas vontades e ordens foram compridas e isso contribuiu para que, a doce e ao mesmo tempo arrogante Brünhild fosse dona de um autoritarismo incontrolável. Ela era filha única, por isso Seu estimado pai nunca lhe negara nada, a ela entregava tudo aquilo que tivesse de mais valor. Brünhild, por sua vez, estava sempre contente e graciosa, até mesmo ouvi-la falar era algo que encantava o todos de seu reino.

Com o passar dos anos, a menina começou a demonstrar que além de ser dona de uma beleza divina, também era muito inteligente e aprendia o que lhe ensinavam com grande facilidade. Ela apreciava as tarefas femininas, como bordar e fazer vestes com sua mãe, acompanhadas de nobres damas e donzelas que pertenciam à corte. Mas, não negava a ninguém que lhe era de muito agrado as coisas que seu pai, o grande rei Bernhard, lhe ensinava. Ele lhe ensinou a caçar, lutar, justar e governar de forma harmoniosa, isso era fácil para ela, porque ela carregava consigo uma força que ninguém compreendia. O nobre cavalheiro passava-lhes estes ensinamentos, porque sentia que algo deveria fazer para que quando um dia ele subisse aos céus, ela estivesse pronta para ser uma grande rainha.

Logo que entrou na adolescência, Brünhild começou a perceber que as pessoas não se portavam da mesma forma diante dela. Agora, ela era tratada como um ser de outro mundo que fosse intocável e alvo de grande cobiça. Por onde passava despertava olhares e gostava. Não se importava com a exposição, ela estava atrás de seu pai aonde quer que ele fosse, a menos que ele não permitisse – sua mãe achava isso algo muito impróprio para uma donzela de quatorze anos, mas ninguém, além do rei Bernhard, conseguia controlar as vontades de Brünhild e seu gênio feroz.

Muitos reis e cavalheiros de vários lugares do mundo iam à Islândia somente para conhecer a bela moça, que surpreendia a cada um que chegava e deixava os nobres homens apaixonados. Grande parte desses guerreiros haviam pedido a mão de Brünhild para o valente rei Bernhard, mas ele sempre negara. E, Brünhild sentia-se muito feliz com a atitude do pai, pois não queria marido nenhum enquanto ele estivesse ao seu lado. A donzela orgulhava-se muito de Bernhard, homem que a criou com muito amor e carinho, tinha riquezas incontáveis, sempre foi dono de uma grandiosa coragem, nunca hesitou em ir a uma batalha e sempre saiu vitorioso. Brünhild sentia-se muito aflita ao saber que seu pai corria perigo e chorava constantemente até que ele voltasse para seu reino depois de um combate.

Mais alguns anos se passaram, a princesa agora tinha 17 anos, e era dona de uma vasta sabedoria, tudo que lhe perguntasse era respondido de forma completa e surpreendente, ela tinha uma ampla visão sobre o que queria para sua vida. Queria se casar com um cavalheiro que fosse como seu pai e que lutasse para obter sua mão. Que a amasse profundamente e verdadeiramente e, que tivesse a capacidade de amar os filhos que teriam assim como seu pai a amou.

Certa vez, seu pai disse que não conseguia mais recusar os pedidos que lhe eram feitos, em relação a sua mão. Brünhild sabia que não havia mais como adiar, e que em breve deveria casar-se, mas até então não havia se deparado com nenhum homem que se comparasse ao seu pai e que demonstrasse um verdadeiro amor por ela. Contou isso a Bernhard, que na mesma noite teve uma grande idéia e disse à filha que sabia como escolher o cavaleiro certo. Ela muito curiosa e surpresa indagou: “Meu pai, como poderás encontrar meu futuro marido? Não tenho nem idéia de como isso seja possível, pois acho que tenho azar no amor”. Ele lhe disse: “Minha filha, não diz isso, sei exatamente como achar um homem a tua altura”. E ela o interrompeu: “A minha e a tua altura, nobre pai”. Ele prosseguiu: “Farás o seguinte: A cada cavalheiro que aparecer em nosso reino, será lançado um desafio que se dará por meio de uma justa, se o cavalheiro vencer obterá a tua mão, mas se não o conseguir será morto. Somente aquele que te amar verdadeiramente lutará com todas as suas forças e vencerá”. Brünhild ficou encantada com a grande idéia de seu pai, ele era um homem tão brilhante, deveria ser por isso que o amava tanto, mas ela ainda tinha uma dúvida: “Querido pai, quem lutará com tal cavalheiro?”. Ele respondeu com um imenso sorriso no rosto: “Tu, minha linda donzela”. Brünhild estava deslumbrada, seu pai era mesmo maravilhoso e só a fazia feliz. Ela amava justar e o faria com muita disposição.

Quando caiu a noite, Brünhild recolheu-se e ao deitar na cama começou a pensar na proposta de seu pai. Ela, não mudaria de idéia e lutaria, mas não entendia como possuía uma força maior que a de muitos homens. Decidiu, então, questionar o rei sobre esse fato logo que amanhecesse. Assim, nas primeiras horas da manhã foi ao encontro de Bernhard e perguntou diretamente: “Me responda uma coisa, senhor rei da Islândia, como posso ser tão forte?” Ele conduziu-a para um local onde não houvesse ninguém e disse-lhe: “Querida filha, logo que nasceste coloquei em teu dedo este anel”, indicou a ela o que estava mostrando e prosseguiu: “Um velho mago presenteou-me com ele logo que casei com sua mãe, a majestosa rainha Ester. Ele faz forte todo aquele que o usa”. Explicado isso, Brünhild mais encantada ficou e a partir daquele dia passou a justar.

Um ano se passou. Brünhild agora estava com 18 anos, e, nenhum cavalheiro havia lhe vencido ainda. Certo dia, todos os membros da corte estavam em uma festividade, quando de repente seus pais, o nobre rei Bernhard e a nobre rainha Ester foram atingidos por duas flechas certeiras – uma em cada um – de origem desconhecida. Subiram, então, aos céus e a partir dali o reino ficou muito triste, mas Brünhild nunca deixou de justar, porque o que não lhe faltava eram pretendentes. Ela não tinha mais aquela alegria de antes, sem a presença de seu nobre pai, o rei Bernhard, ela sentia-se profundamente triste, mesmo agora sendo a rainha da Islândia.

Ficou nesse péssimo estado de espírito durante um ano. Até que chegou ao seu reino um cavalheiro, que se apresentou como rei de Worms sobre o Reno, rei dos burgúndios, este aceitou seu desafio como todos o faziam. Brünhild não acreditava mais que alguém a pudesse vencer – pensava que seria uma rainha sozinha e triste para todo o sempre, desde que seus amados pais a deixaram -. Mas Günther – assim se chamava o cavalheiro – provou-lhe o contrário. Brünhild finalmente foi derrotada, e quando se deu conta disso um sentimento muito forte veio à tona, finalmente havia encontrado o cavalheiro que esperara por tanto tempo, que parecia a amar e lembrava a imagem de seu pai – por todas as suas conquistas relatadas -, o magnífico rei Bernhard que nunca saíra se sua lembrança.

Então, Brünhild tinha a convicção de que a partir dali sua vida voltaria a ter sentido e voltaria a ser tão mágica quanto antes. Ela estava certa.

Escrever: Amor versus ódio

Sempre pensei em fazer um blog, mas eu sempre desistia porque escrever não é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Se bem que, isso é um pouco relativo para mim, eu não gosto mesmo é do fato de ter que começar uma redação, mas quando me entrego ao que estou escrevendo começo a gostar e é muito difícil para mim parar de escrever.

É muito estranho e ao mesmo tempo divertido, mas a verdade é que a escrita age de uma forma muito parecida com a leitura na minha mente, porque as duas têm a capacidade de me fazer imaginar, viajar para outros lugares e esquecer o que está ao meu redor. A única diferença é que quando se está escrevendo tudo é possível, porque sou eu que tenho o controle das minhas palavras e do que quero dizer, e no caso de uma narração, para onde quero ir. Já, quando se está lendo, não há como mudar o que está escrito, só se pode imaginar o que é descrito de uma forma diferente das outras pessoas, mas acontece que, o local onde se passa a história, as personagens e os acontecimentos vão ser sempre os mesmos.
Pretendo usar esse blog como um meio de me libertar desse ódio mortal de ter que pensar e começar a elaborar uma redação e também para os fins escolares, que foi o motivo real para que eu o tenha criado.
Minha próxima postagem conterá uma redação que foi proposta em aula, pelo professor Lucas Bones, onde deveríamos escolher um personagem do livro 'A canção dos nibelugos' e escrever uma espécie de biografia sobre ele. Eu escolhi Brünhild e fiz uma espécie de narração. Espero que gostem!